Refugiados da Palestina na Síria: esperança em meio à tragédia

28 de setembro de 2013

Foto: UNRWAPara Amal, forçada a deixar sua casa, era só o início do pior. Um mês depois de chegar a Jaramana, nas cercanias de Damasco, na Síria, seu marido morreu em consequência da explosão de um morteiro, deixando quatro filhos, o mais novo com cinco anos de idade.

“Minha vida virou de cabeça para baixo. Deixei minha casa e meus pertences. Minha família não tem outro lugar para morar que não seja uma barraca, onde cortinas de pano de saco são a única coisa a nos dar a sensação de privacidade,” disse uma Amal tomada pela angústia.

Superando obstáculos

Apesar das circunstâncias difíceis, Amal está recomeçando: “Todos enfrentamos desafios em nossas vidas; podemos superá-los se nos esforçamos”, disse.

Amal é cheia de energia e trabalha com afinco. Está preocupada com a comunidade e faz muito mais do que só cuidar de sua família. É professora voluntária na Escola Rameh, em Jaramana.

Seus conhecimentos de matemática, ciências, física e outras matérias são recursos maravilhosos postos à disposição dos alunos. Antes de cada prova na escola, ela reúne alunos, incluindo seu próprio filho, e lhes dá aulas de recuperação para compensar as que perderam por causa do conflito.

Educando uma nova geração

Amal não pode completar seu curso universitário. Mas agora se dedica a ajudar a educar a nova geração, ajudando o abrigo da Escola Rameh com um curso de alfabetização e leitura para adultos e crianças.

“A cada mês, a distância entre nossos lares e onde estamos hoje aumenta, mas não perdemos a esperança de um dia podermos retornar. Apesar do sofrimento que passamos desde 1948, refugiados da Palestina tem uma resiliência extraordinária, são pacientes e sorriem. Educar as pessoas no abrigo é uma maneira de superar nossa dor. O abrigo coletivo da Escola Rameh tem me dado o apoio e segurança de que necessito”, disse Amal.