Arquivos recém-digitalizados da UNRWA oferecem um retrato da vida dos primeiros refugiados palestinos.

9 de janeiro de 2014

 

Ein Elhilweh, 1982

Jerusalém, janeiro de 2014.

A história do povo Palestino é antiga: eles se deslocaram em duas levas principais, uma após a Guerra Árabe-Israelense, em 1948, e a outra após a ocupação israelense de Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental, em 1967.

Desde a sua fundação, há mais de 50 anos atrás, a UNRWA produziu e reuniu um arquivo audiovisual, cobrindo todos os aspectos da vida e da história dos refugiados da Palestina. Esse arquivo consiste em mais de 43 mil negativos, 10 mil impressões, 85 mil slides, 75 filmes e 730 fitas cassetes. Em 2009, o Arquivo da UNRWA passou a figurar na lista da UNESCO sobre a Memória Mundial, um grande reconhecimento ao valor histórico do material reunido. Todos os registros foram feitos por fotógrafos da UNRWA e seus antecessores.

Digitalizar esses arquivos resgata e preserva esse material, classificando-o e organizando-o, de modo que possa ser apreciado pelo público adequadamente.

O material inclui fortes imagens dos Palestinos saindo de suas casas em 1948, a criação dos campos de refugiados nos anos 50, o segundo êxodo dos Palestinos , a guerra no Líbano e o período de conflitos desde 1980 até o início do século 21.

A vida dos refugiados é o elemento central dos arquivos, frequentemente retratada no contexto do trabalho feito pela UNRWA. No entanto, o material também reflete eventos políticos turbulentos e fotografias de figuras públicas e/ou políticas.

Atualmente, há 58 campos de refugiados reconhecidos, na Jordânia, Líbano, Síria, Cisjordânia e Faixa de Gaza. A população da região soma quatro gerações de refugiados palestinos. O “direito de retornar” a seus antigos lares é hoje um dos principais motivos de impasse nas negociações com Israel.

Filippo Grandi, Comissário-Geral da UNRWA disse: “A memória coletiva é um elemento vital para a identidade comum. Este rico arquivo de documentos é uma parte da identidade Palestina: a experiência dos refugiados. Digitar tais arquivos era a única solução para preservar essa memória. Somos ggratos a Welfare Association, ao Banco da Palestina, PADICO, Wataniyah e PalTel, assim como ao Governo da França e da Dinamarca, por viabilizarem esse projeto.”

Acesse aqui o Arquivo Histórico digital da UNRWA (página em inglês)