Após visita a Gaza, lideranças humanitárias da ONU pedem fim da ofensiva israelense

15 de julho de 2014
Foto: Shareef Sarhan/UNRWA

Foto: Shareef Sarhan/UNRWA

“Precisamos lembrar mais uma vez a todas as partes envolvidas que elas devem aderir estritamente à lei humanitária internacional”, disse o coordenador humanitário da ONU no território palestino ocupado, James Rawley, ao lado do comissário-geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), Pierre Krähenbühl, nesta segunda-feira (14), após uma visita à Faixa de Gaza em meio à escalada de violência na região.

Eles alertaram sobre a necessidade de respeitar plenamente os princípios da distinção entre civis e combatentes e tomar precauções para evitar mais incidentes. Até o momento, 174 pessoas foram mortas na Faixa de Gaza e mais de 1,1 mil ficaram feridas. Além disso, o Fundo da ONU para a Infância (UNICEF) informou neste domingo (13) que pelo menos 33 crianças morreram em meio ao conflito, destacando que a violência tem impacto negativo sobre as crianças, tanto física como psicologicamente.

“Nem as mais impressionantes imagens de televisão conseguem captar a profundidade do medo e do desespero sentido nas casas e nos corações dos habitantes de Gaza que estão enfrentando mais uma vez a morte, a devastação e o deslocamento”, disse o chefe da UNRWA.

A UNRWA já declarou estado de emergência para as operações em todas as cinco áreas na Faixa de Gaza, que já reúne cerca de 17 mil pessoas que buscam refúgio em 20 escolas. “Algumas pessoas estão procurando refúgio nestas mesmas salas de aula, pela terceira vez em cinco anos”, disse Krähenbühl.

Já Rawley apelou às partes para evitarem dirigir ataques à infraestrutura civil ou às áreas densamente povoadas. Até o momento, pelo menos 66 escolas e 940 casas foram atingidas, bem como ocorreram danos em estabelecimentos de saúde, educação, água e saneamento, além de os ataques afetarem a infraestrutura de energia elétrica na região.