ONU alerta para possíveis ‘crimes de guerra’ de Israel em Gaza; mais de 600 já morreram

23 de julho de 2014
Crianças palestinas acender uma vela durante um apagão na escola da ONU, onde eles e outros se abrigaram depois de fugir de combates pesados em Rafah, sul de Gaza, no dia 21 de julho. Foto: UNICEF/Eyad El Baba

Crianças palestinas acender uma vela durante um apagão na escola da ONU, onde eles e outros se abrigaram depois de fugir de combates pesados em Rafah, sul de Gaza, no dia 21 de julho. Foto: UNICEF/Eyad El Baba

Mais de 600 pessoas foram mortas no mais recente conflito em Gaza e Israel, a esmagadora maioria da Palestina. Além disso, mais de 150 são crianças palestinas foram assassinadas pelas forças israelenses, no que pode se constituir – segundo declarou a chefe do escritório de direitos humanos ONU, Navi Pillay – como “crimes de guerra”.

A afirmação de Pillay foi durante um debate de emergência no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, nesta quarta-feira (23). Ela afirmou que a ofensiva militar de Israel não havia feito o suficiente para proteger os civis, além de condenar também o Hamas pelos “ataques indiscriminados” em Israel.

A ofensiva do governo de Israel teve início em 8 de julho com a justificativa de interromper o lançamento de foguetes a partir de Gaza. Mais de 100 mil pessoas já estão desabrigadas em Gaza, segundo a ONU.

“Parece haver uma forte possibilidade de que o direito internacional tenha sido violado [por Israel], de forma que possam constituir crimes de guerra”, disse Pillay.

“Isso tem que parar. O UNICEF apela por um cessar-fogo imediato e uma solução durável para Gaza, de modo a pôr fim à perda sem sentido de jovens vidas”, disse a agência da ONU.

Líderes globais e regionais, incluindo o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, estão na região para tentar um cessar-fogo.

Assista nesta reportagem e saiba mais em www.onu.org.br/especial/gaza