Em visita a Gaza e Israel, chefe da ONU pede retomada de diálogo para estabelecer a paz na região

16 de outubro de 2014
UNRWA

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Em sua visita à Faixa de Gaza, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se reuniu com os ministros do Governo de Consenso Nacional para pedir que centrem os esforços na “construção de uma Palestina” que una a Cisjordânia e Gaza sob uma única liderança.

Apesar de se dizer emocionado com a destruição vista em Gaza, Ban mencionou que há sinais de esperança manifestados através da ação do governo nacional de consenso de reunir grupos palestinos que há muito tempo estavam divididos. Outro passo importante foi alcançado com o acordo entre Israel, Estados Unidos e o governo da Palestina que permitiu o levantamento do bloqueio para a chegada nesta terça-feira (14) de cimento e material de construção em Gaza.

Ele também mencionou vários desenvolvimentos importantes que “deveriam facilitar o governo a assumir as funções em Gaza”, incluindo a gestão pela Autoridade Palestina da passagem para Gaza, a facilitação do fluxo de entrada de materiais e o restabelecimento do comércio entre a Cisjordânia e Gaza.

Durante sua visita a escola de Jabalia, o chefe da ONU disse às crianças que “nascer em Gaza não deveria ser considerado um crime”. Ban reiterou que uma investigação independente analisará o bombardeio dos estabelecimentos da ONU usados como abrigos, visto que os detalhes referentes à localização dos edifícios foram diversas vezes enviados às autoridades militares israelenses e, mesmo assim, estes foram atacados.

Em Israel, Ban visitou o Kibutz Ein Hash Losa e se encontrou com vários membros de famílias afetadas pelos foguetes e pelas atividades realizadas através dos túneis. O secretário-geral disse estar “chocado e alarmado com os túneis subterrâneos, usados para propósitos terroristas” e condenou os ataques realizados pelo Hamas através desses canais e os lançamentos de foguetes à população civil.

Para pôr fim a este cenário de agressões, Ban incentivou ambos os lados a voltar à mesa de negociação para estabelecer um acordo de paz. “Essa é a única maneira viável para que os dois povos possam alcançar paz, harmonia e segurança”, acrescentou.