Comissário-geral da UNRWA pede ação política firme para os refugiados da Palestina

24 de novembro de 2014
Comissário-geral da UNRWA, Pierre Krähenbühl. Foto: UNRWA

Comissário-geral da UNRWA, Pierre Krähenbühl. Foto: UNRWA

O comissário-geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), Pierre Krähenbühl, disse que “as pressões sobre os palestinos e refugiados da Palestina são imensas e de tal magnitude que a esperança é necessária em algum lugar no horizonte”. Pierre falou no dia 19 de novembro na comissão consultiva da Agência no Mar Morto, que reúne governos doadores e autoridades anfitriãs.

O comissário-geral “saudou a conferência de doadores do Cairo e os compromissos firmados”, mas lembrou que estes precisam “urgentemente serem transformados em ações concretas”. Além disso, Pierre saudou a visita do primeiro-ministro palestino Hamdullah a Gaza em outubro. Também disse que é necessário “uma liderança para garantir que a reconstrução possa ter lugar. A participação do compromisso por parte de Israel é necessária para permitir que o material seja entregue na Faixa de Gaza”.

Em Gaza, “apesar dos resultados iniciais, o processo de reconstrução está sendo lento e ineficiente”. Krähenbühl disse que “se a situação continuar dessa maneira, o inverno vai chegar sem que a reconstrução das casas dos muitos ainda deslocados, incluindo aqueles que estão em escolas da UNRWA, sejam concluídas. O povo de Gaza merece mais que isso”.

Trocando o foco para a Síria, o comissário-geral disse que “mais de 60% dos refugiados da Palestina estão agora deslocados ou tornaram-se refugiados pela segunda vez no Líbano, na Jordânia e em vários outros países da região. Fugir do conflito, no entanto, está se tornando mais difícil a cada dia. Como as fronteiras estão se fechando, os refugiados precisam tomar rotas cada vez mais perigosas através das zonas de conflito ou do Mediterrâneo”.

Apresentando os detalhes sobre os danos causados às propriedades da UNRWA na Síria, Krähenbühl relatou que “76 escolas da UNRWA – mais de 2/3 – estão inutilizáveis. A maioria foi danificada pelo conflito ou está agora em áreas muito perigosas. Atualmente 15 escolas estão sendo usadas como abrigos coletivos, abrigando mais de 6 mil pessoas em conjunto com o Centro de Formação de Damasco. Escolas sendo atacadas nos combates é um exemplo dramático do desrespeito pela santidade da vida civil mostrado por ambas as partes neste conflito”, disse Pierre.