ONU pede que líderes israelenses e palestinos detenham extremistas de ambos os lados

21 de novembro de 2014
Tribunal militar e prisão na Cisjordânia. Foto: UNICEF/Ennaimi

Tribunal militar e prisão na Cisjordânia. Foto: UNICEF/Ennaimi

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, que estava chocado com o recente ataque do dia 18 em uma sinagoga na Jerusalém Ocidental.

Ele disse que “neste momento delicado e perigoso” ambos os líderes devem mostrar coragem e tomar as atitudes necessárias para acabar com a crescente violência.

Um comunicado emitido pelo porta-voz das Nações Unidas, em Nova York, nesta quinta-feira (20), relatou que Ban Ki-moon falou separadamente por telefone com ambos os líderes.

De acordo com o comunicado, o secretário-geral disse que estava “extremamente alarmado com o aumento da violência nas últimas semanas”. O ataque à sinagoga resultou no assassinato de quatro civis inocentes e um oficial de polícia.

O comunicado também registra que Ban espera que as medidas de confiança recentemente anunciadas e os compromissos firmados por ambos os lados na reunião em Amã, em relação aos locais sagrados, seja traduzida na diminuição das tensões entre Israel e Palestina.

“Sem isso, o conflito israelense-palestino pode se transformar rapidamente em um conflito religioso, sobre o qual a comunidade internacional terá influência limitada”, afirmou o secretário-geral.