Reforma em escola da UNRWA melhora frequências às aulas e qualidade de ensino no campo de refugiados de Jalazone

14 de novembro de 2014
UNRWA

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A diferença após a renovação na escola Jalazone, da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) na Cisjordânia, é clara e notável. Quando as alunas foram perguntadas sobre o que elas gostam sobre sua nova escola, seus comentários incluíram “Há novas mesas, as velhas eram um lixo.” Mas ao investigar mais profundamente, é possível descobrir uma mudança profunda, que varia desde uma drástica melhora no desempenho acadêmico até uma vida familiar mais feliz.

As duas escolas da UNRWA no campo de refugiados de Jalazone assistem cerca de 600 meninos e mais de 1.000 meninas. As duas escolas estão entre as mais antigas da UNRWA na Cisjordânia. Antes da renovação, eram muito frias e úmidas no inverno e haviam sido construídas numa época em que a população de refugiados era muito menor. Quando as reformas financiadas pelo governo dos Estados Unidos começaram em 2011, as escolas estavam muito deterioradas.

A superlotação fez com que a escola para meninas operasse utilizando um sistema de turnos obrigando alguns alunos a frequentaram aulas na parte da tarde e noites.”Uma importante mudança com a nova escola é que já não tememos a volta das meninas para casa no escuro. Há um ambiente seguro para as crianças aprenderem”, explicou o diretor da escola Sana Bayari.

Dunia, aluna de 12 anos concorda: “Era muito sofrimento ir para casa depois da aula à noite. Levava apenas 10 minutos, mas o problema era a forte chuva ou frio. Era assustador, especialmente quando você tinha que ir para casa na escuridão”.

Uma generosa doação de 1,7 milhão de dólares feita pelo governo dos Estados Unidos permitiu a UNRWA renovar a escola Jalazone para meninas adicionando 31 novas salas de aula, um laboratório, banheiros, uma sala de artesanato, um parque infantil e uma cantina. O espaço extra não só eliminou o sistema de turnos duplos, mas também proporcionou um ambiente de aprendizagem mais ativo e dinâmico para que as crianças aproveitem.

Arien, aluna de 14 anos, está animada com as novas instalações: “Meus pais me tiraram da escola por causa do turno da noite. Isso significava que eu não tinha tempo para estudar e minhas conquistas educacionais não foram boas. Agora, com facilidades como o laboratório de informática e sala de economia doméstica, onde temos aulas de culinária, é divertido e interessante aprender. É muito emocionante”.

Os professores dizem que os alunos estudam melhor na parte da manhã. A professora do ensino elementar, Hana Mater, disse que os estudantes do turno da noite chegavam frequentemente sem energia, já que gastam suas forças na parte da manhã. “Imagine começar a escola às 12h, a metade do dia já se foi. Alguns estudantes vinham cansados e não conseguiam se concentrar. Por isso tiravam notas baixas. No inverno, houve um alto índice de faltas, porque as famílias não queriam enviar suas filhas à escola por causa do mau tempo, ou o medo delas voltarem para casa no escuro. Elas não se sentiam seguros, especialmente as de primeira e segunda série. Às vezes, 15 dos meus 35 alunos estavam ausente. No inverno passado, com a nova escola não tivemos faltas”.

O ambiente de aprendizagem mais adequado está surtindo efeitos. Em exames anuais árabes realizados pelo Ministério da Educação, as meninas da escola Jalazone tiveram uma taxa de sucesso de 90% no ano letivo mais recente, em comparação com apenas 20-30% no ano anterior, antes da escola ser renovada. O diretor credita esse sucesso ao ambiente de aprendizagem melhorado, além de novas aulas de reforço, o que tem sido possível pela oferta das novas salas de aula. Os benefícios incluem a diminuição da violência entre os alunos. Outro dado importante é que nenhuma aluna saiu da escola desde a reforma.