Após três meses, primeiro comboio da ONU entra no campo de Yarmouk, na Síria

12 de março de 2015
“A assistência humanitária deve ser segura, substancial e ininterrupta”, diz o comissário-geral da Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA), Pierre Krähenbühl. Foto: UNRWA

“A assistência humanitária deve ser segura, substancial e ininterrupta”, diz o comissário-geral da Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA), Pierre Krähenbühl. Foto: UNRWA

O comissário-geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), Pierre Krähenbühl, visitou no início desta semana o campo de refugiados de Yarmouk, na Síria, durante a entrada do primeiro comboio de ajuda humanitária em mais de três meses.

“É inaceitável que os 18 mil moradores de Yarmouk tenham ficado sem receber nenhum auxílio por todo este tempo. As distribuições devem ser realizadas regularmente durante toda a semana”, disse Krähenbühl, pedindo mais apoio para o trabalho que vem sendo realizado em todo o país. Sua visita ao país durou três dias.

“A extrema dificuldade enfrentada pelos refugiados palestinos em Yarmouk, e também em outros locais na Síria, é resultado do conflito armado que é, do ponto de vista humano, inaceitável”, afirmou o representante da UNRWA, ressaltando que não se deve impor nenhum limite ao número de pessoas que auxiliam o campo diariamente.

O comissário-geral reconheceu o apoio do governo sírio em permitir a entrada da UNRWA para prestar assistência humanitária para os refugiados da Palestina afetados pela crise em todo o país e explicou que a continuação dos serviços regulares da Agência, como os serviços de saúde, educação e assistência humanitária, são vitais para proteger a resiliência dos refugiados da Palestina na Síria.

“Houve muito sofrimento”, disse ele. “Temos que lembrar que estamos lidando com mais uma geração de refugiados palestinos que enfrentam o trauma de expropriação e deslocamento. A assistência humanitária deve ser segura, substancial e ininterrupta.”