Brasil participa pela primeira vez de reunião do Comitê Consultivo da UNRWA

16 de junho de 2015

FotoUNRWA editadaNa última terça-feira (15), ocorreu em Amã, capital do Reino Hachemita da Jordânia, a primeira reunião do Comitê Consultivo da Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA) da qual o Brasil fez parte.

Durante a reunião, o comissário-geral da UNRWA, Pierre Krähenbühl, agradeceu ao governo da Jordânia pelo apoio à agência e à causa dos refugiados da Palestina, agradeceu a Suíça pela liderança no último ano e deu as boas vindas ao Brasil e aos Emirados Árabes Unidos, os mais novos membros.

O Conselho consultivo é o órgão intergovernamental de mais alto nível da UNRWA que delibera sobre as principais metas e estratégias da agência. Em seu discurso durante a última reunião, Krähenbühl propôs uma reflexão sobre os 65  anos da agência e sobre o que significa ser um refugiado da Palestina nos dias de hoje.

“Ser um refugiado da Palestina em Gaza significa ser vítima de um bloqueio que afeta todos os aspectos de sua vida, sendo dependente de ajuda alimentar, de educação e sonhando em ser autossuficiente”, pondera o comissário-geral.

“Ser um refugiado da Palestina em Yarmouk hoje, significa ser um residente preso por um cerco impiedoso, com constantes bombardeios e violência, além de restrição ao acesso a água, comida, eletricidade e saúde básica”, complementa.

Krähenbühl comentou as realizações da UNRWA no último ano: o abrigo de 300 mil deslocados durante o conflito em Gaza em escolas da UNRWA, a construção de 60 mil casas para os refugiados que perderam as suas durante a guerra, o aumento do número de crianças na escola e as formas alternativas de educação encontradas para superar as barreiras logísticas da região.

“Levando em conta tudo o que a agência continua realizando, eu gostaria de ressaltar o fato de que, com o apoio dos nossos parceiros, a UNRWA contribui dinamicamente para o desenvolvimento de capital humano no Oriente Médio. Nossos padrões de saúde e educação ainda são os mais altos na região”, explica.

Durante a sessão do Conselho, a UNRWA também agradeceu a todos os seus parceiros, dentre eles o Brasil, que entrou para o Conselho Consultivo da UNRWA em dezembro de 2014 pela Resolução 69/86 da Assembleia Geral das Nações Unidas. O Brasil é o primeiro país da América Latina a ter um assento no Conselho, marcando a relação com a UNRWA que vem crescendo de forma marcante nos últimos cinco anos.

Em 2014, O Brasil doou 35 caixas de suprimentos médicos, contendo antibióticos, remédios para diabetes e hipertensão arterial e materiais descartáveis para o Centro de Saúde de Rimal, em Gaza, contribuindo com a assistência médica básica para mais de 130 mil pessoas.

Entre 2012 e 2013 o Brasil doou aproximadamente 8 milhões de dólares para a UNRWA, e apenas em 2014, o país contribuiu com o equivalente a aproximadamente 9,2 milhões de dólares, em doações de arroz para os refugiados vulneráveis e sem acesso à alimentação.

Em 2015,  outras 6 mil toneladas de arroz brasileiro, prometidas em outubro passado durante a Conferência do Cairo para a Reconstrução de Gaza, serão enviadas aos refugiados da Palestina.