Uma oportunidade de ganhar a vida e ser independente

23 de dezembro de 2015

Khadra Kalloub, do campo de refugiados Al-Shati na cidade de Gaza, vai trabalhar a maior parte dos dias com um sorriso, contente por poder sustentar sua família. A viúva de 49 anos e mãe de seis filhos e filhas trabalha como faxineira no Centro de Saúde da UNRWA no mesmo campo. Com o seu salário, ela sustenta uma família com 18 membros.

“Este trabalho mudou a minha vida,” Kadra explicou. “Meu salário é a única fonte de renda que minha família tem. Antes de eu trabalhar no Centro de Saúde, minha situação financeira era muito difícil; este trabalho me deu uma oportundiade para melhorar minha vida.”

Antes de trabalhar no Centro de Saúde, Khadra foi classificada como em situação de pobreza extrema pela UNRWA. Seu caso foi considerado especialmente difícil, uma vez que ela era incapaz de atender às suas necessidades alimentícias básicas, pessoais e de sua família. Através do seu emprego realizado no Centro de Saúde da UNRWA há oito anos, Khadra pode reduzir os efeitos da pobreza e agora é capaz de ganhar o suficiente para sustentar a sua família.

“Eu sou responsável pela limpeza do Centro de Saúde, mas eu também ofereço apoio a pessoas idosas e outros pacientes sempre que posso. Estou feliz por ser uma pessoa produtiva na comunidade; meu trabalho é importante e eu gosto disso. Eu também não parei de trabalhar durante as hostilidades de 2014, por exemplo, e estou feliz por isso porque dessa forma eu pude ajudar meu povo,” disse Khadra.

O Escritório da UNRWA em Gaza mantem uma prática de limitar a contratação de operários a refugiados da Palestina que tenham sido registrados como casos especialmente difíceis. Candidatos aptos fisica e mentalmente, que passaram em entrevistas competitivas, podem preencher vagas para trabalhar como guardas, auxiliares escolares, trabalhadores de saneamento e faxineiros. Desde a implementação desta prática em 2007, mais de 520 casos graves foram empregados pela UNRWA através deste processo.

Pobreza e insegurança alimentar são comuns em Gaza e um grande segmento da população enfrenta dificuldades para oferecer a subsistência mínima para as suas famílias. A situação socioeconômica em Gaza está em estável declínio; anos de conflito e bloqueio deixaram 80% da população dependente da assistência internacional.