Construindo autoconfiança através do esporte: Centro de Reabilitação da UNRWA para os Deficientes Visuais lança projeto piloto de treinamento de caratê

20 de janeiro de 2016
Foto: Um estudante do Centro, Abdel Rahman, pratica um golpe de caratê que ele aprendeu durante as aulas no clube de esportes al-Mashatal na cidade de Gaza.

Em agosto de 2015, pela primeira vez, o Centro de Reabilitação da UNRWA para os Deficientes Visuais (RCVI), em parceria com o clube de esportes al-Mashtal em Gaza, lançou um projeto piloto de treinamento de caratê para oito estudantes deficientes visuais com o objetivo de estabelecer o primeiro time palestino de caratê que inclui crianças com necessidades especiais.

“O treino de esportes para as crianças é um importante componente da estratégia do RCVI para promover autoconfiança e um sentimento de empoderamento ao melhorar o desenvolvimento das habilidades cognitivas e psicossociais dos estudantes do RCVI,” explica o diretor do Centro, Mohammad Farahat.

Em um contexto global, o esporte se mostrou uma ferramenta flexível e eficiente para os objetivos de promover a paz e o desenvolvimento. Desde os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio em 2000, o esporte tem desempenhado um papel crucial para alcançarmos os oito objetivos, um fato reconhecido por inúmeras resoluções da Assembléia Geral da ONU. Na Declaração da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o papel do esporte para o progresso social também foi reconhecido:

“O esporte desempenha um papel importante para o desenvolvimento sustentável. Nós reconhecemos a contribuição contínua do esporte na realização do desenvolvimento e paz e na promoção da tolerância e respeito, e as contribuições que faz para o empoderamento de mulheres e jovens, indivíduos e comunidades assim como para a saúde, educação e inclusão social.”

Oito estudantes tiveram aulas por duas horas ao dia durante o projeto piloto de treinamento de caratê, que durou 20 dias. Um professor de caratê do clube de esportes al-Mashtal, Hassan al-Raa’i, explicou orgulhoso que cada estudante já recebeu a faixa amarela – um nível que normalmente exige três meses de treinamento.

“Eu sempre sonhei em praticar esportes, mas com minha condição eu senti que não poderia fazer isso. Eu não me sentia seguro e não tinha a coragem de tentar qualquer tipo de esporte. Meus pais também não me permitiam tentar pois temiam que eu me machucasse,” comentou Abdel Rahman Suhbeir, um estudante do sexto ano no RCVI que agora sonha em se tornar um professor de caratê para crianças com deficiência visual.