Apelo emergencial para a Síria

A guerra Síria já matou 150 mil pessoas e representa um desafio enorme para as entidades de ajuda humanitárias. Nove milhões de pessoas dentro do país precisam de ajuda e proteção, a indústria e a agricultura estão em crise e 2,5 milhões de pessoas fugiram para o exterior.

O conflito está devastando a vida de mais de meio milhão de refugiados da Palestina que vivem no exílio. As comunidades e os meios de subsistência, construídos ao longo de décadas, estão sendo destruídos pelo conflito armado.

Desde 2011, a UNRWA distribui alimentos para mais de 90 mil famílias e fornece assistência financeira à quase 100 mil famílias, somente em Damasco.

Antes do conflito, a UNRWA operava 23 centros de saúde primária na Síria. Atualmente, a Agência mantém 10 centros médicos. Na área de educação, a UNWRA já implantou 45 escolas no país e cerca de 55 % do número original de estudantes na Síria são beneficiados. No entanto, a situação na Síria se agravou. Desde o início da guerra civil, 150 mil pessoas foram mortas.

Os Dirigentes das Agências Humanitárias da ONU informam que pelo menos 1 milhão de pessoas, só em Alepo, precisam de assistência humanitária urgente devido à intensificação dos combates nos meses de Abril e Maio

Uma via de comunicação vital – a estrada entre Damasco e Alepo-tem sido frequentemente bloqueada. Essa situação faz com que1,25 milhão de pessoas careçamde comida na cidade de Alepo e em zonas rurais da província”. “Outras estradas fundamentais também estão ocupadas por diferentes forças e grupos armados”, acrescentam os Dirigentes das Agências Humanitárias da ONU.

No início de abril, a distribuição de alimentos foi interrompida por 10 dias, tempo este que duram as remessas de mantimentos da ONU. Segundo o alerta da UNRWA, essa situação condenaria milhares de pessoas à fome extrema.

Os Dirigentes das Agências Humanitárias da ONU pediram à todas as partes envolvidas no conflito da Síria que tomassem medidas urgentes para permitir “o acesso humanitário incondicional”, levantar os cercos impostos aos civis e pôr fim aos bombardeios.

“Com um terço das estações de tratamento de água do país sem funcionar, 60% dos centros de saúde destruídos e cerca de 3,5 milhões de pessoas vivendo em áreas sem possibilidade de acesso por parte da assistência humanitária, os civis inocentes da Síria parecem sobreviver apenas por coragem.”, lamentam os dirigentes.

O Plano de Resposta da UNRWA (Syria Regional Crisis Response Plan) de 2014, estabelece intervenções da Agência para reforçar cidadania dos refugiados da Palestina, e para ajudá-los a enfrentar as dificuldades do conflito.

A sua contribuição é muito importante para que a UNRWA continue desenvolvendo projetos de assistência humanitária aos refugiados da Palestina. Doe agora para o apelo emergencial na Síria